Lendo o fato relatado na postagem "O que faz valer a pena?", recordei-me de uma situação que me deixou comovido: em 1999 trabalhava à tarde na UER e fui escalado para levar uma paciente a Bragança Paulista para fazer uma tomografia. Fomos conversando até lá e, chegando ao local, fiquei na sala de espera aguardando sua vez, ainda conversando. Chegou sua vez, ela adentrou para o exame e fiquei aguardando do lado de fora. Após alguns minutos, a equipe que fazia o exame passou por mim com a paciente rumo à sala de urgência; motivo: a paciente havia parado na mesa; aguardei resposta e fui chamado pela equipe que me disse que a paciente permaneceria naquele serviço devido a gravidade do caso.
Passado algum tempo fiquei sabendo que ela havia melhorado, mas nunca mais tive informações. Nesta semana, estava acompanhando um grupo de alunos, de uma escola técnica em um hospital aqui da região, quando uma pessoa se aproximou e perguntou se trabalhava na UER-Unicamp; respondi que sim e ela me disse: "Lembro de você. Em 1999, você me levou para Bragança Paulista fazer um exame." Lembrei-me dos fatos ocorridos e confesso que me emocionei: depois de 12 anos ela me reconheceu e lembrou da assistência que prestei a ela.
Como é bom ser lembrado e reconhecido; quando fazemos o bem é muito gratificante! Só Deus para nos abençoar.
Postagem do Devanil Junior
Um ambiente virtual da Enfermagem da Unidade de Emergência Refereciada do HC da Unicamp e de todos aqueles que se interessarem pelos temas que aqui serão discutidos.
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domingo, 31 de julho de 2011
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Enfermeira da FCM quer reduzir de 16 para duas horas o jejum de pacientes
Pacientes submetidos a exames médicos ou cirurgias ficam até 16 horas em jejum. Este tempo pode ser reduzido para duas horas em cirurgias gastrointestinais, de oftalmologia, de otorrinolaringologia, partos ou exames diagnósticos que não exijam jejum prolongado. Estudos mostram que um paciente internado por 15 dias num hospital perde cerca de 10 a 15% de seu peso corporal. O jejum prolongado – de alimento e água – pode prejudicar a recuperação do paciente, fazendo com que ele permaneça mais tempo internado do que o necessário.
Esta é a luta de Maria Isabel Pereira de Freitas, pioneira da terapia nutricional parenteral e enteral no Brasil. Maria Isabel é enfermeira, professora livre docente, chefe do Departamento de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp e membro da equipe que atua na unidade de internação da Gastroenterologia Clínica e Cirúrgica do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp.
“Desde 1999 existem evidências científicas de que os pacientes não precisam ficar tanto tempo em jejum. Pesquisadores da Europa, dos Estados Unidos da América do Norte e da Universidade Federal do Mato Grosso, juntamente com a Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE), estão fazendo um movimento para mostrar que os nutrientes são tão importantes na recuperação dos doentes quanto o remédio”, disse Isabel.
Segundo Maria Isabel, exames de ultrassonografia, endoscopias, colonoscopias, tomografias e ressonâncias requerem um tempo mínimo de jejum por via oral. Como os hospitais estão sobrecarregados na realização destes exames, tanto para os atendimentos de casos de urgência como aqueles internados, o tempo de espera do doente em jejum passa a ser muito prolongado, podendo chegar até a 16 horas. Além disso, é somado a este tempo o período de jejum pré-operatório e depois o período de jejum pós-operatório.
“Duas horas antes da cirurgia, quando o paciente já permaneceu em jejum de alimentos sólidos por oito horas, você pode permitir que o paciente tome líquido transparente com carboidratos. Após a cirurgia, se o paciente não sentir náuseas, ele pode beber água e até comer, conforme afirmação do Grupo ERAS, da Europa. Isto só não é recomendado para cirurgias de esôfago, estômago e alguns tipos de câncer”, explicou.
De acordo com Maria Isabel, a média de calorias diárias recomendadas para um paciente internado é de 2.500 calorias e é de responsabilidade do enfermeiro observar a quantidade de alimentos ingerida pelo paciente. Há uma pesquisa em andamento na área da gastroenterologia, feita por aluna de Enfermagem e coordenada por Maria Isabel, que estão avaliando a qualidade do sono em pacientes que permanecem períodos de 12 a 16 horas em jejum para realizar exames diagnósticos ou intervenções cirúrgicas.
“Os pacientes estão desnutrindo dentro das instituições hospitalares e precisamos introduzir medidas para minimizar este fato para bem atender ao doente”, explicou Isabel.
Texto: Edimilson Montalti - ARP-FCM/Unicamp
O texto original e na integra pode ser acessado pelo link:
http://www.fcm.unicamp.br/fcm/fcm-hoje/noticias/2011/enfermeira-da-fcm-quer-reduzir-de-16-para-duas-horas-o-jejum-de-pacientes
Esta é a luta de Maria Isabel Pereira de Freitas, pioneira da terapia nutricional parenteral e enteral no Brasil. Maria Isabel é enfermeira, professora livre docente, chefe do Departamento de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp e membro da equipe que atua na unidade de internação da Gastroenterologia Clínica e Cirúrgica do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp.
“Desde 1999 existem evidências científicas de que os pacientes não precisam ficar tanto tempo em jejum. Pesquisadores da Europa, dos Estados Unidos da América do Norte e da Universidade Federal do Mato Grosso, juntamente com a Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE), estão fazendo um movimento para mostrar que os nutrientes são tão importantes na recuperação dos doentes quanto o remédio”, disse Isabel.
Segundo Maria Isabel, exames de ultrassonografia, endoscopias, colonoscopias, tomografias e ressonâncias requerem um tempo mínimo de jejum por via oral. Como os hospitais estão sobrecarregados na realização destes exames, tanto para os atendimentos de casos de urgência como aqueles internados, o tempo de espera do doente em jejum passa a ser muito prolongado, podendo chegar até a 16 horas. Além disso, é somado a este tempo o período de jejum pré-operatório e depois o período de jejum pós-operatório.
“Duas horas antes da cirurgia, quando o paciente já permaneceu em jejum de alimentos sólidos por oito horas, você pode permitir que o paciente tome líquido transparente com carboidratos. Após a cirurgia, se o paciente não sentir náuseas, ele pode beber água e até comer, conforme afirmação do Grupo ERAS, da Europa. Isto só não é recomendado para cirurgias de esôfago, estômago e alguns tipos de câncer”, explicou.
De acordo com Maria Isabel, a média de calorias diárias recomendadas para um paciente internado é de 2.500 calorias e é de responsabilidade do enfermeiro observar a quantidade de alimentos ingerida pelo paciente. Há uma pesquisa em andamento na área da gastroenterologia, feita por aluna de Enfermagem e coordenada por Maria Isabel, que estão avaliando a qualidade do sono em pacientes que permanecem períodos de 12 a 16 horas em jejum para realizar exames diagnósticos ou intervenções cirúrgicas.
“Os pacientes estão desnutrindo dentro das instituições hospitalares e precisamos introduzir medidas para minimizar este fato para bem atender ao doente”, explicou Isabel.
Texto: Edimilson Montalti - ARP-FCM/Unicamp
O texto original e na integra pode ser acessado pelo link:
http://www.fcm.unicamp.br/fcm/fcm-hoje/noticias/2011/enfermeira-da-fcm-quer-reduzir-de-16-para-duas-horas-o-jejum-de-pacientes
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Um ano de blog !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O blog da UER esta completando 1 ano de existência, foram mais de 1800 acessos, 40 postagens, muito trabalho, muito esforço, mas, muita gratificação também.
Os caminhos que o blog percorrão não foram exatamente o planejado, pois, quase todas as postagem foram feitas por mim e como eu disse este espaço é para todos escreverem.
Pretendo manter este blog no ar, mas, realmente espero que esse ano mais e mais pessoas se motivem a participar.
Vamos lá gente, é facíl, escrevam a opnião de vocês sobre algo, contem uma experiência vivida que querem compartilhar, mandem fotos, mandem mensagem, reclamem, enfim participem, é só mandar o que vocês quiserem para o e mail do blog e eu publico. Conto com a participação de todos, senão, vou mudar o nome do blog de "blog da uer" para blog do Rafael.
Abraços e agradecimentos a todos
Rafael Marconato
quarta-feira, 6 de julho de 2011
O que faz valer a pena?
Trabalhar com saúde, como enfermeiro, numa complexa unidade como é a UER, sempre me faz refletir, por que continuar, para que tanto sacrífio, o que faz todo esse esforço valer a pena, tenho certeza que não sou o único a pensar isso, em inúmeros momentos ja conversei com pessoas que estavam com esta dúvida.
É claro que não tenho a resposta, mas ontem aconteceu algo tão bacana comigo que resolvi postar aqui para ver se motiva mais pessoas a seguir adiante, porque a mim fez bem ouvir.
Vamos a experiência, ontem parei para abastecer meu carro num posto de gasolina, o frentista vendo o adesivo do meu carro me perguntou se eu trabalhava na unicamp, respondi que sim, que era enfermeiro da UNICAMP, do PS, ele me disse:
" em 1997 fiquei internado naquele hospital, nunca fui tão bem tratado, que lugar de pessoas especias, você sabe que tem uma enfermeira que cuidou de mim na enfermaria de cirurgia do trauma que eu gostaria muito de encontra-la, só que não lembro o nome dela, mas lembro dela, ela era muito boa, quando entrava no quarto ela trazia um pouco de vida para mim, eu sentia uma luz quando ela entrava"
Na hora respondi, legal e fui embora, mas, depois fiquei pensando que legal, fazem 14 anos que ele passou por essa experiência e ele ainda lembra desta pessoa, desta enfermeira e, com certeza, ela fez a diferença na cura desta pessoa, que hoje vive uma vida normal, graças ao pouco de vida que esta pessoa levou pra ele.
Conclui então, por isso vale a pena, sei que nós somos profissionais, trabalhamos por dinheiro, saimos da época da caridade, mas, algo paga isso, algum dinheiro é mais valioso que isso, por isso vale apena, tenham certeza, que em vários momentos, nós estamos levando um pouco de vida para aquelas pessoas e mesmo que elas não digam nada, nós sempre estaremos no pensamento delas.
Rafael Marconato
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Parabenizo todos os PALESTRANTES e ORGANIZAÇÃO pelo 1º Curso de Emergência da UER.
Tive orgulho de participar como organização e ouvinte, desse evento. Todos os palestrantes tiveram um Ótimo desempenho, todos os inscritos gostaram dos: Temas, conteúdo das palestras e dos palestrantes.
Infelizmente poucos servidores da UER, puderam participar desse evento, UMA PENA, pois perderam em conhecimento e não puderam ter orgulho que eu tive em ver o bom desempenho dos nossos colegas de trabalho mostrando sua capacidade intelectual.
Aguardem o 2º Curso para o Ano que vem!
Um abraço,
Ronaldo.
Infelizmente poucos servidores da UER, puderam participar desse evento, UMA PENA, pois perderam em conhecimento e não puderam ter orgulho que eu tive em ver o bom desempenho dos nossos colegas de trabalho mostrando sua capacidade intelectual.
Aguardem o 2º Curso para o Ano que vem!
Um abraço,
Ronaldo.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
UM BLOG PARA TODOS !
Estou escrevendo para lembrar a todos que este blog foi criado para ser um espaço democrático para a participação de todos. Fico muito feliz de saber que várias pessoas acompanha as mensagens, mas, queria mais, quero ver as pessoas utilizando este espaço para se comunicarem, ou seja:
Pessoal escrevão, mandem fotos, comentem as postagem, comentem as suas experiências, suas ideias, qualquer coisa.
Vamos usar este espaço como um propagador de ideias para melhorar o nosso dia-a-dia.
Abraços e obrigado a todos que tem acompanhado e lido minhas viagens aqui.
Rafael Marconato.
Pessoal escrevão, mandem fotos, comentem as postagem, comentem as suas experiências, suas ideias, qualquer coisa.
Vamos usar este espaço como um propagador de ideias para melhorar o nosso dia-a-dia.
Abraços e obrigado a todos que tem acompanhado e lido minhas viagens aqui.
Rafael Marconato.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Gentileza gera gentileza.
Outro dia estava de plantão na nossa UER velha de todos os dias e o plantão estava daqueles, ou seja, muito paciente, pouco funcionário, muito residente, muito interno, muito tudo, foi aí que presenciei uma cena que me fez lembrar essa música, mais do que lembrar essa música, me fez pensar na história dessa música, na mensagem que ela trás que gentileza gera gentileza.
A cena que aconteceu no PS e seus personagem não vem ao caso mencionar, basta apenas que cada um de nós pare e busque na memória momentos em que viveram a experiência de testemunhar ou protagonizar cenas em que ao invés de verem gentileza gerando gentileza, viram ódio gerando ódio, grosseria gerando grosseria, falta de educação gerando falta de educação.
A história fantástica desta música é a de José Datrino, nascido no interior de São Paulo foi morar no Rio quando tinha seus 20 anos. Em 1961, sete dias após uma tragédia em Niterói, o incêndio do Circo Americano, Datrino recebeu um chamado divino e dedicou o resto de seus dias a consolar as pessoas, perdoando-as e ensinado-as a perdoar umas às outras.
Chamava a todos de Gentileza. Daí o apelido.
Vestido como um apóstolo, pregava nas barcas Rio-Niterói. Nos anos 80, pintou seus escritos nas pilastras do Viaduto do Caju, com um tipo de letra muito peculiar e na altura exata para quem passava de ônibus pelo local.
Um dia, um ogro qualquer mandou apagar seus escritos com cal. Felizmente um professor universitário conseguiu organizar um movimento de recuperação e tombamento dos escritos do Gentileza, cuja história acabou imortalizada na música de Marisa Monte.
Gentileza morreu nos anos 90, aos 79 anos.
"Gentileza gera gentileza", dizia o Gentileza. Gentileza demonstra educação. Apreço.
Um sorriso, uma expressão educada, uma demonstração de "eu me importo", são capazes de provocar milagres.
E foram nestas coisas que pensei quando testemunhei a lamentável cena, pessoal, vamos lembrar destes versos e tentar encaixa-los no nosso cotidiano, nas passagens de plantão, nas discussões de caso com a equipe multidisciplinar, no relacionamento interpessoal dentro do ambiente de trabalho, quando ver que algum resindente ou interno ou colega de trabalho fez algo que você não concorda, em casa, com a familía, com os amigos, lembrem-se sempre " o mundo é uma escola, a vida é um círculo, amor palavra que liberta, ja dizia o profeta" GENTILEZA GERA GENTILEZA.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
DEMANDA X QUALIDADE NA ASSISTÊNCIA.
Essa semana uma grande reflexão ficou circundando minha cabeça e resolvi dividir essas ideias com as pessoas que frequentam este blog: a questão é, até que ponto podemos deixar que alta demanda de serviço influencie na qualidade da nossa assistência.
Quando digo qualidade na assistência, falo num sentido amplo que vai desde pequenos gestos como lavagem das mãos até procedimentos complexos como sondagem vesical ou nasoenteral. Todos nós, que vivemos o dia-a-dia da UER, sabemos que prestamos muitos cuidados de maneira improvisada, nos locais errados, quebramos técnicas, sem material, sem privacidade e inúmeros outros problemas que nos defrontamos todos os dias. No entanto, nós fazemos, temos que fazer; aquelas vidas dependem de nós, elas não tem outra alternativa. E nós temos?
Sei que a maioria das pessoas se preocupa com isso (ou deveria se preocupar) e toda vez que tomamos essas atitudes, justificamos quase que sempre com a problemática da alta demanda, da falta de material, da urgência do procedimento, da falta de estrutura física. Não estou falando de justificativas para a chefia, para os médicos, para ouvidoria; justificativas para nós mesmos, afinal de contas, quando eu faço algo como passar uma sonda vesical no meio do corredor, sei que esta errado e, para mim mesmo, justifico esta injustificável alternativa pela demanda, pela necessidade... mas, até que ponto podemos ir??? Sei que se não fizesse isto ali, a paciente ia sofrer por horas com um bexigoma até que conseguisse um local adequado para o procedimento. Então o que fazer?
Acredito que todos que trabalham na UER sabem que é inadimessível a passagem de uma SVD com um material de curativo ou sem campo estéril; é inadimissível um paciente ficar por quatro, cinco, seis dias em uma maca sem tomar banho e outras tantas situações.
Ainda não consegui concluir a melhor forma de lidar com isto, mas, acredito que o primeiro passo é não nos calar. Precisamos nos unir. Temos instrumentos para lidar com esta situação, temos uma diretoria de enfermagem aberta a discussões; temos um colegiado gestor com representantes de todas as categorias; temos uma ouvidoria que tem um trabalho ativo; temos uma faculdade de enfermagem dentro do nosso ambiente de trabalho; temos um serviço de educação continuada.
Portanto, o que não podemos é nos acomodar e deixar o barco correr. Todos nós somos responsáveis pelas condições de trabalho que temos.
Por favor, não estou propondo uma revolta, boicote à assistência, nem nada do gênero. Estou incomodado com a situação e pensando como fazer melhor e, este desabafo tem o objetivo de unir um grupo e discutir o que podemos e como podemos fazer. Alguém tem alguma sugestão? Mandem sugestões, críticas, ideias, apoios ou desacordos com as ideias; tudo que fazemos na vida pode ser melhorado e a UER é um local que tem muito a crescer. Fazemos muito, mas podemos, juntos, fazer muito mais e melhor.
Quando digo qualidade na assistência, falo num sentido amplo que vai desde pequenos gestos como lavagem das mãos até procedimentos complexos como sondagem vesical ou nasoenteral. Todos nós, que vivemos o dia-a-dia da UER, sabemos que prestamos muitos cuidados de maneira improvisada, nos locais errados, quebramos técnicas, sem material, sem privacidade e inúmeros outros problemas que nos defrontamos todos os dias. No entanto, nós fazemos, temos que fazer; aquelas vidas dependem de nós, elas não tem outra alternativa. E nós temos?
Sei que a maioria das pessoas se preocupa com isso (ou deveria se preocupar) e toda vez que tomamos essas atitudes, justificamos quase que sempre com a problemática da alta demanda, da falta de material, da urgência do procedimento, da falta de estrutura física. Não estou falando de justificativas para a chefia, para os médicos, para ouvidoria; justificativas para nós mesmos, afinal de contas, quando eu faço algo como passar uma sonda vesical no meio do corredor, sei que esta errado e, para mim mesmo, justifico esta injustificável alternativa pela demanda, pela necessidade... mas, até que ponto podemos ir??? Sei que se não fizesse isto ali, a paciente ia sofrer por horas com um bexigoma até que conseguisse um local adequado para o procedimento. Então o que fazer?
Acredito que todos que trabalham na UER sabem que é inadimessível a passagem de uma SVD com um material de curativo ou sem campo estéril; é inadimissível um paciente ficar por quatro, cinco, seis dias em uma maca sem tomar banho e outras tantas situações.
Ainda não consegui concluir a melhor forma de lidar com isto, mas, acredito que o primeiro passo é não nos calar. Precisamos nos unir. Temos instrumentos para lidar com esta situação, temos uma diretoria de enfermagem aberta a discussões; temos um colegiado gestor com representantes de todas as categorias; temos uma ouvidoria que tem um trabalho ativo; temos uma faculdade de enfermagem dentro do nosso ambiente de trabalho; temos um serviço de educação continuada.
Portanto, o que não podemos é nos acomodar e deixar o barco correr. Todos nós somos responsáveis pelas condições de trabalho que temos.
Por favor, não estou propondo uma revolta, boicote à assistência, nem nada do gênero. Estou incomodado com a situação e pensando como fazer melhor e, este desabafo tem o objetivo de unir um grupo e discutir o que podemos e como podemos fazer. Alguém tem alguma sugestão? Mandem sugestões, críticas, ideias, apoios ou desacordos com as ideias; tudo que fazemos na vida pode ser melhorado e a UER é um local que tem muito a crescer. Fazemos muito, mas podemos, juntos, fazer muito mais e melhor.
domingo, 1 de agosto de 2010
Poucos, mas, importantes !!!!!!!!
O resultado de "pesquisa" feita aqui no blog foi que 100 % das pessoas que votaram pretendem visitar o site com alguma frequencia, foram poucos votos, mas incentivadores, agradeço a todos.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
A UER e a Segurança do Paciente
Todos já devem ter ouvido falar sobre este tema: "Segurança do Paciente", recentemente redescoberto como motivação inicial de qualquer cuidado. Redescoberto pois, desde o século XVIII, Florence Nightgale já proclamava que "o princípio inicial de um tratamento hospitalar é não causar danos ao paciente". Conceito simples que vem, nos últimos anos, recebendo atenção especial da Organização Mundial da Saúde (OMS), com o início de um movimento com a organização da Aliança Mundial para a Segurança do Paciente que incentiva todos os países do mundo a trabalhar este tema.
O COREn/SP reconhecendo a importância da Equipe de Enfermagem no desenvolvimento destas ações criou, em parceira com a REBRAENSP (Rede Brasileira para a Segurança do Paciente), a cartilha "10 Passos para a Segurança do Paciente", disponível on line. Aqueles que tiverem interesse devem acessar
http://inter.coren-sp.gov.br/sites/default/files/10_passos_seguranca_paciente.pdf e verificar o conteúdo completo.
Nós, da Unidade de Emergência Referenciada (UER), em breve, estaremos desenvolvendo projetos que trabalhem o tema no contexto de nossa unidade.
Até a próxima!
Rafael Marconato
O COREn/SP reconhecendo a importância da Equipe de Enfermagem no desenvolvimento destas ações criou, em parceira com a REBRAENSP (Rede Brasileira para a Segurança do Paciente), a cartilha "10 Passos para a Segurança do Paciente", disponível on line. Aqueles que tiverem interesse devem acessar
http://inter.coren-sp.gov.br/sites/default/files/10_passos_seguranca_paciente.pdf e verificar o conteúdo completo.
Nós, da Unidade de Emergência Referenciada (UER), em breve, estaremos desenvolvendo projetos que trabalhem o tema no contexto de nossa unidade.
Até a próxima!
Rafael Marconato
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Participem do blog ! Publiquem suas mensagens!!!!!!
Ola pessoas! Como ja disse anteriormente criei este blog para que todos possam participar, este é um canal de comunicação para TODOS, por isso, se você tem algo que queira ver publicado aqui ( foto, video, trabalho,comentário, qualquer coisa )mande o que quiser para o endereço de e mail enf_uer_unicamp@yahoo.com.br que será publicado no blog.
Conto com o apoio de todos! Alias, este é o endereço do blog participem.
Quero aproveitar a oportunidade tambem para pedir que os ainda poucos frequentadores do blog divulguem a existencia dele, mandem por e mail, convidem, passem o endereço, sem a participação de todos este blog perde sua função e com certeza deixara de existir.
Conto com o apoio de todos! Alias, este é o endereço do blog participem.
Quero aproveitar a oportunidade tambem para pedir que os ainda poucos frequentadores do blog divulguem a existencia dele, mandem por e mail, convidem, passem o endereço, sem a participação de todos este blog perde sua função e com certeza deixara de existir.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Inauguração do blog da enfermagem da UER
Sejam todos bem vindos! Estou criando este blog para todos, com a função integrar todas as pessoas que trabalham na Unidade de Emergência Referenciada ou quem mais possa se interessar.
Vale a pena ressaltar que este blog só tera função se todos usufruirem dele, portanto pessoas, entrem e fiquem a vontade, comentem, mandem recados, trabalhos, videos, piadas, divulguem eventos e tudo mais que puderem inventar.
Este é apenas o começo, vamos juntos melhorar a cada dia.
Rafael Marconato
Vale a pena ressaltar que este blog só tera função se todos usufruirem dele, portanto pessoas, entrem e fiquem a vontade, comentem, mandem recados, trabalhos, videos, piadas, divulguem eventos e tudo mais que puderem inventar.
Este é apenas o começo, vamos juntos melhorar a cada dia.
Rafael Marconato
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